terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Poder da Autoestima

               As relações interpessoais são fundamentais para a vida humana. Cada ser vivo no planeta, principalmente mamífero, necessita da troca afetiva possibilitada pelas relações com os outros. O modo como convivemos com as pessoas revela como aprendemos a lidar com nossas emoções, frustrações e como nos relacionamos primariamente conosco.

                A maneira como nos posicionamos diante de nós mesmos na vida, direciona como vamos lidar com as outras pessoas. Dessa maneira, é muito possível que uma pessoa com boa relação intrapessoal terá boas relações interpessoais. Por isso, hoje em dia, valoriza-se tanto a inteligência emocional. Ela está diretamente ligada ao modo como a pessoa se posiciona na vida.

                Diante de uma dificuldade, em geral, o primeiro pensamento está associado à crença básica de um indivíduo, a seu autoconceito. Se uma pessoa acredita que é capaz de superar um desafio, então diz para si mesma: "Vou conseguir". Caso contrário, afirma: "Isso é muito difícil' ou "Não vai dar certo" ou, ainda, "Impossível".

           A autoestima determina e direciona pensamentos, emoções e comportamentos. Começa a ser desenvolvida no nascimento, por meio da relação com os pais e com o mundo à volta da criança. O nível de autoestima que uma pessoa manifesta influencia tudo em sua vida. Em função disso, a saúde, o trabalho, as relações pessoais e comerciais são diretamente afetadas pelo nível de autoestima de cada um.

            Nas relações intimas a autoestima direciona o tipo de relacionamento a ser conservado. Há pessoas que buscam manter padrões de relacionamento que reforcem seu baixo nível de autoestima, com parceiros(as) que as desmerecem e as desvalorizam. A ilusão mais correta nesse caso é a de um espelho: o que está dentro é refletido fora e o(a) parceiro(a) se relaciona com os recursos que lhe são oferecidos. Neste caso, de baixa autoestima, reforçando, assim, um padrão de autoconhecimento.

                   A autoestima é fonte do nosso poder pessoal, da capacidade que todo ser humano tem de influenciar e ser influenciado nas relações sociais. Em todos os tipos de relações a autoestima é o pano de fundo, pois ela determinará o modo como o indivíduo irá lidar com seu corpo, se emocionar e agir. Pessoas com auto estima alta acreditam em si mesmos, são o que querem ser, gozam da vida e assumem responsabilidades sem culpar os outros e sem se justificar pelas escolhas que faz.

Exercício

Escreva em um papel cinco qualidades que melhor o descrevem e coloque em locais visíveis: dentro do armário, no espelho, na porta da geladeira, etc. Perceba o que diz para si mesmo, diante das dificuldades: anote as três principais frases negativas e as transforme em possibilidades. Exemplo: "É muito difícil, não vou conseguir" - "É fácil, posso conseguir".
* Aprenda a utilizar frases como "vou pensar", "dentro de alguns minutos retorno a ligação", "vou avaliar a situação e em breve dou uma resposta" para ganhar tempo e avaliar prós e contras, para pensar no que é melhor para você sem tomar atitudes precipitadas apenas para agradar as pessoas das quais possa se arrepender depois.
* Todos os dias olhe-se no espelho e diga frases positivas, autoelogios.

Algumas dicas sobre como cuidar da autoestima:

* Aprenda a se ouvir mais e a ouvir menos o que as pessoas dizem de você.
* Dedique um tempo para você todos os dias, de 10 a 15 minutos, apenas para curtir a sua companhia.
* Conheça-se: comece a questionar o que você sente diante das mais diversas situações.
* Invista no que você gosta e no que precisa.
* Posicione-se diante da vida antes que ela se posicione diante de você. Faça suas escolhas, trace metas, planos e comece a trabalhar neles.
* Organize seu tempo para conseguir equilibrar trabalho, lazer, amigos, vida afetiva, família, vida espiritual e relacionamento intrapessoal.
* Valorize-se: aprenda a se elogiar, a valorizar suas conquistas, a fazer escolhas, a ser seu melhor amigo.


trecho o artigo: O poder da autoestima por Beatriz Acampora. Revista Psique Ciência & Vida. ANO VI - nº 80.

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